Artroscopia do Quadril

Alta precisão e mínima invasão para o tratamento de lesões internas, permitindo uma recuperação mais rápida e a preservação da articulação natural.

O que é a Artroscopia do Quadril?

A artroscopia do quadril é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva que permite ao ortopedista diagnosticar e tratar problemas no interior da articulação sem a necessidade de grandes cortes. Através de duas ou três pequenas incisões (portais) de aproximadamente 1,5 cm, um artroscópio — uma haste fina com uma câmera de alta definição — é inserido no quadril, transmitindo imagens detalhadas para um monitor.

Diferente da cirurgia aberta tradicional, a artroscopia preserva a musculatura e os tecidos moles, o que resulta em significativamente menos dor pós-operatória e um retorno mais rápido às atividades do dia a dia e ao esporte.

Características do Procedimento

  • Anestesia: Geralmente realizada sob anestesia raquidiana combinada com sedação ou anestesia geral.

  • Instrumentação Especializada: São utilizadas pinças, “shavers” (raspadores motorizados) e radiofrequência para remodelar o osso e tratar os tecidos moles.

  • Tempo de Cirurgia: Dura em média de 2 horas, dependendo da complexidade das lesões a serem tratadas.

Principais Indicações

Quando o paciente procura por causas de dor no quadril que não melhoram com o tratamento conservador (repouso, medicamentos e fisioterapia), o procedimento pode ser a solução. O médico a indica principalmente para:
  • Tratar o impacto femoroacetabular;
  • Remover corpos livres (fragmentos soltos) dentro da articulação;
  • Reparar o labrum;
  • Tratar inflamações severas do tecido de revestimento (sinovites)

Impacto femoroacetabular (IFA)

Quando o paciente procura por causas de dor no quadril que não melhoram com o tratamento conservador (repouso, medicamentos e fisioterapia), o procedimento pode ser a solução. O médico a indica principalmente para:
  • Tratar o impacto femoroacetabular;
  • Remover corpos livres (fragmentos soltos) dentro da articulação;
  • Reparar o labrum;
  • Tratar inflamações severas do tecido de revestimento (sinovites)
Uma forma de entender o que é impacto femoroacetabular é defini-lo como um distúrbio totalmente mecânico. Ocorre um contato / choque anormal e repetitivo entre a cabeça do fêmur e a borda do acetábulo (o “soquete” da bacia). Esse atrito, que acontece principalmente quando o paciente dobra a perna, é uma das maiores causas de desgaste precoce na articulação. Os tipos incluem o CAME (excesso de osso no fêmur) e o PINCER (excesso de cobertura na bacia).

Lesões labrais sintomáticas

O labrum (ou lábio acetabular) é uma estrutura de fibrocartilagem em formato de anel que circunda a borda do acetábulo — a cavidade do osso do quadril onde se encaixa a cabeça do fêmur.

O labrum desempenha papéis fundamentais para o funcionamento saudável do quadril:

  • Aprofunda o acetábulo, aumentando em aproximadamente 20% a área de contato com a cabeça femoral e contribuindo para a estabilidade da articulação.
  • Atua como um selo hidráulico, mantendo o líquido sinovial pressurizado dentro da articulação. Esse selo é essencial para a nutrição da cartilagem e para a distribuição uniforme das cargas.
  • Absorve impactos e reduz o estresse mecânico sobre a cartilagem articular.
  • Contribui para a propriocepção, pois contém terminações nervosas que informam o cérebro sobre a posição e os movimentos do quadril.

 

Relevância clínica

Quando o labrum é lesionado — seja por traumas, impacto femoroacetabular, displasia ou degeneração — o paciente pode apresentar dor inguinal, sensação de travamento, estalidos e instabilidade. A perda da função de selo também acelera o desgaste da cartilagem, podendo contribuir para o desenvolvimento precoce de artrose do quadril.

A artroscopia é geralmente um procedimento de "hospital-dia". O paciente costuma receber alta no mesmo dia ou na manhã seguinte, após a fisioterapia inicial no hospital.

Sim. O uso de muletas com carga parcial é necessário por cerca de 2 a 4 semanas para proteger o reparo labial ou a cicatrização óssea. O tempo exato depende se houve raspagem óssea ou apenas limpeza articular.

A reabilitação começa imediatamente. O foco inicial é o ganho de mobilidade passiva e o controle da dor. Entre a 6ª e a 12ª semana, iniciam-se exercícios de fortalecimento e equilíbrio.

Esportes sem impacto (ciclismo, natação) podem ser liberados após a 6ª semana. O retorno a esportes de impacto e mudança de direção (futebol, corrida, tênis) ocorre geralmente entre 6 e 8 meses, após a completa restauração da força muscular.

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Dr Renan José Rigonato

Dr Renan José Rigonato

Especialista pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da USP (IOT- HCFMUSP), com Fellowship em Cirurgia do Quadril pela mesma instituição. Atualmente, é preceptor da residência médica e da graduação na USP. Sua atuação é focada em cirurgia do quadril, bacia e lesões esportivas.

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