Sacroileíte
Hérnias do disco lombar podem causar dor intensa, formigamentos e limitação funcional, afetando sua rotina e bem-estar. Com um plano de tratamento adequado é possível controlar os sintomas e recuperar a qualidade de vida.
A dor na transição entre a coluna e a bacia, causa dores na região de trás do glúteo e região inferior da lobar. O diagnóstico preciso da articulação sacroilíaca é fundamental para tratar a dor que muitas vezes é confundida com problemas musculares ou da coluna lombar.
Muitas pessoas sentem um desconforto profundo nessa região e não sabem exatamente a origem.
A sacroileíte nada mais é do que o acometimento ou inflamação da articulação sacroilíaca. Para entender melhor, precisamos olhar para a anatomia: o osso sacro fica na base da nossa coluna, e ele se conecta com o osso ilíaco (a nossa bacia). Essa junção forma a articulação sacroilíaca
A articulação sacroilíaca é única no corpo humano, possuindo características tanto de articulação sinovial quanto fibrosa:
O “Cadeado” da Bacia: O sacro se encaixa entre os ossos ilíacos como uma cunha, sendo mantido pelos logiamentos mais fortes do corpo humano.
Inervação Complexa: A articulação é ricamente inervada por ramos dos nervos espinais de L4 a S3, o que explica por que a dor pode “espalhar-se” para tantas regiões próximas.
Mobilidade Limitada: Diferente do joelho, ela move-se apenas alguns milímetros e poucos graus (movimentos de nutação e contranutação), essenciais para o equilíbrio e para o parto.
Neste cenário, a articulação não sofreu uma pancada forte e não tem nenhuma doença reumatológica, mas está “trabalhando” além do seu limite dia após dia.
Em atletas: Corredores de longa distância e pessoas submetidas a treinamentos rigorosos realizam movimentos repetitivos de alto impacto. Com o tempo, essa sobrecarga constante pode gerar uma fadiga na estrutura óssea e ligamentar da bacia, podendo levar até a pequenas fissuras conhecidas como fraturas por estresse no osso sacro
Em gestantes: Durante a gestação e o parto a pelve da mulher sofre uma sobrecarga mecânica imensa, além de se expandir para a passagem do bebê. Isso gera uma grande tensão nos ligamentos da bacia e na sínfise púbica (a parte da frente da bacia), refletindo diretamente em dor na articulação sacroilíaca lá atrás.
Desalinhamentos do corpo: Pacientes que possuem uma perna mais curta que a outra (discrepância de membros) acabam pisando “torto”. Essa pisada irregular faz com que um lado da bacia trabalhe muito mais que o outro, gerando dor mecânica crônica.
Aqui, o problema não vem de fora (como um esforço físico), mas de dentro do próprio corpo. É o caso das doenças reumatológicas.
Como funciona: Nosso sistema de defesa (sistema imunológico) se “confunde” e começa a atacar as próprias articulações, gerando uma inflamação constante.
Principais doenças: Condições como a Espondilite Anquilosante e a Artrite Reumatoide são causas clássicas. Elas costumam acometer adultos e jovens e se manifestam de forma gradual.
A dor: Diferente da dor mecânica (que costuma piorar ao se movimentar e melhorar ao deitar), a dor inflamatória costuma ser terrível logo pela manhã (rigidez matinal) e, muitas vezes, piora no repouso, fazendo o paciente acordar no meio da noite
Esta é a dor que surge após um evento abrupto e violento que danifica os “cabos de aço” (os fortes ligamentos) ou quebra os ossos que formam a articulação. Normalmente em acidentes de alta energia, como acidentes de carro/moto ou quedas de altura.
O que acontece no corpo: Imagine a sua bacia como um anel fechado. Uma queda de um lugar alto (caindo de pé ou sentado) pode empurrar uma metade da bacia para cima (o médico chama isso de cisalhamento vertical ou instabilidade vertical) ou forçar a bacia a se abrir como um livro.
As consequências: Quando isso ocorre, os ligamentos grossos que seguram a articulação sacroilíaca no lugar se rompem. Mesmo após a recuperação inicial ou cirurgia, a articulação pode cicatrizar com pequenas irregularidades, o que gera uma dor crônica, atrito ou o desenvolvimento de uma artrose (desgaste) precoce na região
Quando um paciente chega ao consultório queixando-se de dor no final da coluna ou na bacia, o primeiro passo do ortopedista é entender a história por trás desse sintoma. Isso ocorre porque a investigação e a escolha dos exames dependerão essencialmente da hipótese inicial formulada durante a consulta.
Não existe uma “receita de bolo”. Os exames solicitados para um atleta com suspeita de sobrecarga serão diferentes daqueles pedidos para uma pessoa que sofreu uma queda ou para alguém com suspeita de doença inflamatória.
Dependendo do que o médico suspeitar no exame físico, ele poderá lançar mão do seguinte arsenal diagnóstico: Radiografias; Ressonância magnética ou exames de sangue
A dor na articulação sacroilíaca (sacroileíte) aponta uma inflamação, instabilidade ou sobrecarga no local onde a coluna se liga à bacia. Isso pode surgir por impactos fortes, atividades físicas ou doenças reumatológicas, afetando a estrutura que transmite o peso do corpo para as pernas.
O diagnóstico clínico utiliza testes de provocação, como o Teste de Patrick (FABER) e o Teste de Gaenslen, que estressam a articulação sacroilíaca para reproduzir a dor. Se os testes forem positivos e os da coluna negativos, a causa provável é a sacroilíaca.
Enquanto o Raio-X mostra apenas estágios avançados (erosões e esclerose), a Ressonância Magnética (RM) com protocolo para sacroilíacas é o padrão-ouro, pois detecta o edema ósseo (inflamação ativa) logo no início.
Para casos que não respondem à fisioterapia, realizamos a Infiltração Sacroilíaca Guiada. Sob ultrassom ou radioscopia, injetamos anti-inflamatórios e analgésicos diretamente no espaço articular. Se o alívio for imediato, isso também confirma o diagnóstico da origem da dor.
Especialista pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da USP (IOT- HCFMUSP), com Fellowship em Cirurgia do Quadril pela mesma instituição. Atualmente, é preceptor da residência médica e da graduação na USP. Sua atuação é focada em cirurgia do quadril, bacia e lesões esportivas.
Hérnias do disco lombar podem causar dor intensa, formigamentos e limitação funcional, afetando sua rotina e bem-estar. Com um plano de tratamento adequado é possível controlar os sintomas e recuperar a qualidade de vida.
Hérnias do disco lombar podem causar dor intensa, formigamentos e limitação funcional, afetando sua rotina e bem-estar. Com um plano de tratamento adequado é possível controlar os sintomas e recuperar a qualidade de vida.
Hérnias do disco lombar podem causar dor intensa, formigamentos e limitação funcional, afetando sua rotina e bem-estar. Com um plano de tratamento adequado é possível controlar os sintomas e recuperar a qualidade de vida.
Renan José Rigonato
Ortopedista e Traumatologista
CRMSP 215.699 | RQE 135.765 | TEOT 20.336