Fraturas Ósseas

Diagnóstico preciso e tratamento especializado para restaurar a integridade do osso, aliviar a dor e garantir o retorno seguro à mobilidade.

Renan Rigonato

O que é uma Fratura?

Uma fratura é a interrupção da continuidade de um osso, ocorrendo quando a força ou pressão aplicada sobre ele é maior do que a sua resistência mecânica. Elas podem variar desde uma fissura capilar (quase imperceptível no Raio-X inicial) até rupturas complexas e expostas.

Na ortopedia moderna, o tratamento de uma fratura não visa apenas “colar o osso”, mas sim restaurar a função da articulação e a força muscular adjacente, minimizando o tempo de imobilização e prevenindo sequelas como a rigidez articular e a perda de massa óssea.

A Anatomia do Osso e a Consolidação

O osso é um tecido vivo e dinâmico que possui uma incrível capacidade de autorregeneração, dividida em fases biológicas:

  • Fase Inflamatória: Logo após a quebra, forma-se um hematoma que traz células de defesa e fatores de crescimento para o local.

  • Fatores de Estabilidade: Para que o osso cicatrize, ele precisa de estabilidade.

    • Se houver pouco movimento, o corpo forma um calo ósseo (cicatriz externa).

    • Se a estabilidade for absoluta (através de cirurgia com placas e parafusos), ocorre a consolidação primária, onde o osso cicatriza internamente sem a formação de calo visível.

  • O Periósteo: É a membrana que reveste o osso, rica em nervos e vasos sanguíneos. É a lesão no periósteo que causa a dor intensa característica das fraturas.

Principais Sintomas

Os sinais variam de acordo com o local, mas os indicadores clássicos são:

  • Dor intensa e imediata após o trauma.

  • Inchaço (edema) e manchas Roxas (equimoses) na região.

  • Deformidade visível ou desvio do membro.

  • Incapacidade Funcional: Impossibilidade de apoiar o peso ou mover a articulação próxima.

  • Crepitação (sensação de “areia” ou estalo ao tentar mover o local).

Características da Dor

  • Dor Aguda e Localizada: O paciente consegue apontar exatamente onde dói com a ponta do dedo.

  • Piora com a Carga: A dor aumenta drasticamente ao tentar usar o membro ou aplicar qualquer pressão sobre o osso.

  • Diferenciação: Diferente de uma dor muscular, que costuma ser mais “espalhada”, a dor da fratura é profunda e lancinante.

Causas e Classificações

As fraturas são classificadas conforme o mecanismo de lesão:

  • Traumas de Alta Energia: Acidentes de trânsito ou quedas de altura, que podem causar fraturas cominutivas (em vários fragmentos).
  • Fraturas por Fragilidade (Idosos): Em pacientes com osteoporose, quedas simples da própria altura podem causar fraturas graves no quadril, punho ou coluna.
  • Fraturas Expostas: Quando o osso rompe a pele. São emergências que exigem antibióticos e limpeza cirúrgica imediata pelo risco de infecção (osteomielite).
  • Fraturas por Estresse: Causadas por sobrecarga repetitiva em atletas, sem um trauma único.

Dúvidas frequentes

A decisão depende da estabilidade e do desvio. Fraturas alinhadas e estáveis podem ser tratadas com gesso ou talas (tratamento conservador). Já as fraturas desviadas, instáveis ou que envolvem a superfície da articulação geralmente requerem cirurgia para realinhamento preciso.

 

  • Radiografia (Raio-X): O exame inicial obrigatório em pelo menos duas posições (frente e perfil).
  • Tomografia Computadorizada: Essencial para avaliar fraturas complexas que envolvem articulações, permitindo o planejamento cirúrgico 3D.
  • Ressonância Magnética: Utilizada para detectar fraturas ocultas ou por estresse que ainda não aparecem no Raio-X.

Em média, o processo de consolidação leva de 6 a 12 semanas, mas esse tempo varia conforme a idade do paciente, a nutrição (níveis de cálcio e vitamina D) e se o paciente fuma (o tabagismo retarda gravemente a cicatrização óssea).

Dr Renan José Rigonato

Dr Renan José Rigonato

Dr. Renan José Rigonato é médico ortopedista, especialista em Cirurgia de Quadril, com formação pela PUC-Campinas e fellowship pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC-FMUSP.

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