Fraturas do Quadril e do Fêmur Proximal

Uma urgência ortopédica que demanda intervenção ágil e precisa para restaurar a mobilidade e prevenir complicações graves.

Renan Rigonato

O que são as Fraturas do Quadril?

As fraturas do quadril referem-se a quebras ósseas que ocorrem na extremidade superior do fêmur, próximo à articulação com a bacia. Elas são consideradas lesões graves, especialmente em pacientes idosos, devido ao alto risco de complicações clínicas decorrentes da imobilidade prolongada.

O tratamento moderno baseia-se na “Cirurgia de Urgência”: o objetivo é estabilizar a fratura ou substituir a articulação o mais rápido possível (idealmente em até 48 horas), permitindo que o paciente volte a sentar e caminhar precocemente, reduzindo drasticamente os riscos de pneumonia, trombose e perda de massa muscular.

A Anatomia e os Tipos de Fratura

O tratamento é determinado pela localização exata da quebra, dividindo-se em dois grandes grupos:

  • Fraturas do Colo do Fêmur (Intracapsulares): Ocorrem dentro da cápsula articular. Como essa região possui uma irrigação sanguínea frágil, o risco de o osso não cicatrizar (pseudoartrose) ou sofrer necrose é alto. Por isso, em idosos, a tendência é a substituição por Prótese.

  • Fraturas Troncantéricas (Extracapsulares): Ocorrem na região abaixo do colo do fêmur. É uma área com excelente suprimento sanguíneo, facilitando a cicatrização. Aqui, o tratamento padrão é a Fixação com placas, parafusos ou hastes intramedulares.

  • Fraturas Subtrocantéricas: Localizadas logo abaixo dos trocanteres, costumam ser lesões mais complexas que exigem hastes longas para garantir estabilidade.

Principais Sintomas

Em quase 100% dos casos, a fratura ocorre após uma queda (mesmo da própria altura) ou trauma direto, apresentando:

  • Dor súbita e intensa na região da virilha ou face lateral do quadril.

  • Incapacidade total de apoiar o pé no chão ou levantar a perna.

  • Deformidade visível: a perna afetada geralmente parece mais curta e fica rodada para fora (rotação externa).

  • Inchaço e hematomas profundos na região da coxa.

Dúvidas frequentes

O diagnóstico clínico é evidente na maioria das vezes, sendo confirmado por Radiografias do quadril e bacia. Em casos de dúvida (fraturas ocultas), a Tomografia Computadorizada ou a Ressonância Magnética são solicitadas para identificar microfraturas que não aparecem no Raio-X inicial.

 

  • Fixação (Hastes e Parafusos): Usada quando o objetivo é preservar o osso original. É a escolha para fraturas trocantéricas em idosos ou fraturas de colo em pacientes jovens.

  • Artroplastia (Prótese): Usada quando a chance de cicatrização do osso é baixa ou o risco de necrose é alto, permitindo que o paciente idoso apoie o peso imediatamente após a cirurgia sem depender da consolidação óssea.

A reabilitação começa no hospital. No primeiro ou segundo dia pós-cirurgia, o paciente já é estimulado a sentar e, se possível, iniciar a marcha com andador. A fisioterapia contínua é vital nos primeiros 3 a 6 meses para recuperar a força muscular e a confiança no equilíbrio.

 

Dr Renan José Rigonato

Dr Renan José Rigonato

Dr. Renan José Rigonato é médico ortopedista, especialista em Cirurgia de Quadril, com formação pela PUC-Campinas e fellowship pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC-FMUSP.

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