Sacroileíte
Hérnias do disco lombar podem causar dor intensa, formigamentos e limitação funcional, afetando sua rotina e bem-estar. Com um plano de tratamento adequado é possível controlar os sintomas e recuperar a qualidade de vida.
A bursite trocantérica é a inflamação da bursa do lado do quadril. A bursa é como uma almofada com líquido, que fica entre o tendão e o osso, ajudando o tendão a “deslizar” sem raspar diretamente no osso. Quando essa bursa inflama, ela pode causar dor na lateral do quadril, principalmente ao deitar de lado, caminhar ou subir degraus e escadas
A bursa é uma pequena “almofada” natural do corpo, com um pouco de líquido dentro, que funciona como uma almofada lubrificada. Ela fica entre estruturas que se movimentam muito — como tendões, músculos, pele e osso — para reduzir o atrito e permitir que essas partes deslizem com mais facilidade, sem “raspar” diretamente umas nas outras.
O corpo tem bursas em diversas regiões, especialmente perto das articulações, como ombro, cotovelo, quadril, joelho e calcanhar. Quando uma bursa é irritada por sobrecarga, pressão repetida ou impacto, ela pode inflamar e causar dor, o que chamamos de bursite.

A bursite trocantérica é uma inflamação de uma dessa pequena estrutura chamada bursa, localizada na parte lateral do quadril, próxima ao grande trocânter (aquela “pontinha” óssea que sentimos do lado do quadril).
Essa bursa funciona reduzindo o atrito para que os tendões e músculos deslizem sem “raspar” diretamente no osso durante a caminhada, escadas e movimentos do quadril.
Quando a bursa inflama, surge a dor na lateral do quadril, que costuma piorar ao deitar sobre o lado afetado, ao caminhar ou ao subir escadas.


A bursite trocantérica é uma das causas mais comuns de dor na lateral do quadril. Hoje, a literatura médica tende a usar um nome mais abrangente — Síndrome Dolorosa do Grande Trocânter — porque, além da bursa, a dor pode estar ligada também aos tendões dos glúteos nessa região.
Em geral, o diagnóstico é feito pela história clínica característica e pelo exame físico; exames como ultrassom ou ressonância podem ser utilizados quando há dúvida ou quando a evolução não é a esperada.
Como costuma ser a dor:
Dor na lateral do quadril, bem no “osso” do lado
Piora ao deitar/dormir do lado do quadril doloroso
Piora ao caminhar, subir escadas ou ficar muito tempo em pé
Dor ao apertar o local (ponto bem sensível)
Desconforto ao apoiar o peso em uma perna só ou em atividades que exigem estabilidade do quadril


O diagnóstico da bursite trocantérica (dor na lateral do quadril) é, na maior parte das vezes, clínico: combinação do que o paciente relata com um exame físico bem direcionado costuma ser suficiente.
Hoje também é comum usar o termo Síndrome Dolorosa do Grande Trocânter, porque a dor pode envolver não só a bursa, mas também os tendões dos glúteos na região.
Exames de imagem entram como complemento, principalmente quando há dúvida ou quando a evolução não é a esperada.
O tratamento da bursite trocantérica quase sempre começa por medidas conservadoras, com foco em fisioterapia, fortalecimento dos músculos do quadril (principalmente glúteos) e ajuste de atividades que aumentam a sobrecarga local. Na maioria dos pacientes, esse caminho é muito eficaz, porque melhora a estabilidade do quadril, reduz o atrito na região e diminui a dor de forma progressiva e duradoura. Apenas uma parcela menor, geralmente com sintomas muito intensos ou que não melhora mesmo após um programa bem conduzido de reabilitação, pode precisar de procedimentos médicos mais invasivo
Não. A expressão “bursite trocantérica” virou um termo popular, mas nem toda dor na lateral do quadril vem apenas de inflamação da bursa.
Hoje, o conceito mais correto e usado é a Síndrome Dolorosa do Grande Trocânter, que engloba um conjunto de causas na mesma região: pode haver bursite, mas é muito comum existir também irritação ou degeneração dos tendões dos glúteos (glúteo médio e mínimo), além de sobrecarga mecânica local. Por isso, o diagnóstico depende da história e do exame físico, e o tratamento costuma focar em ajuste de carga e fortalecimento do quadril, e não apenas em “anti-inflamatório para a bursa”.
Sim. A dor noturna no quadril ocorre devido à compressão direta da bursa inflamada contra o trocânter maior (osso lateral do quadril) e o colchão. Quando o paciente deita sobre o lado afetado, a pressão aumenta a irritação local.
O ideal é dormir do lado sadio e com um travesseiro entre as pernas.
A dúvida sobre se a dor no quadril pode ser o ciático é comum, mas as condições são diferentes. A dor da Bursite Trocantérica é lateral (ao lado do quadril e da coxa), piora ao deitar sobre o quadril e geralmente não passa do joelho. Já a dor do nervo ciático (ciatalgia) normalmente tem origem na coluna lombar, corre pela parte posterior (trás) da perna e frequentemente vai até o pé, podendo causar formigamento.
É possível ter as duas condições ao mesmo tempo ("Hip-Spine Syndrome"), mas são casos de exceção.
O tênis influencia a absorção de impacto, mas a causa da Bursite no Quadril geralmente está na "mecânica" do corpo, não apenas no tênis.
Muitas vezes, se você tem uma pisada muito pronada e usa um tênis neutro sem correção, isso pode gerar uma rotação interna do fêmur, aumentando a tensão na bursa.

Dr. Renan José Rigonato é médico ortopedista, especialista em Cirurgia de Quadril, com formação pela PUC-Campinas e fellowship pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC-FMUSP.
Hérnias do disco lombar podem causar dor intensa, formigamentos e limitação funcional, afetando sua rotina e bem-estar. Com um plano de tratamento adequado é possível controlar os sintomas e recuperar a qualidade de vida.
Hérnias do disco lombar podem causar dor intensa, formigamentos e limitação funcional, afetando sua rotina e bem-estar. Com um plano de tratamento adequado é possível controlar os sintomas e recuperar a qualidade de vida.
Hérnias do disco lombar podem causar dor intensa, formigamentos e limitação funcional, afetando sua rotina e bem-estar. Com um plano de tratamento adequado é possível controlar os sintomas e recuperar a qualidade de vida.
Renan José Rigonato
Ortopedista e Traumatologista
CRMSP 215.699 | RQE 135.765 | TEOT 20.336